quinta-feira, 14 de agosto de 2008

PSICOTERAPIA EXISTENCIAL






Existir é emergir, revelar, sobressair.

Psicoterapia Existencial é a investigação do indivíduo na busca de lhe fazer sobressair ou revelar, livremente, o que nele há de individual, particular, único e concreto.

É a busca de sua auto-expressão mais autêntica e do compromisso sincero com as próprias escolhas existenciais.
Segundo Rollo May, em seu livro Existencia, a Psicoterapia Existencial surgiu espontânea e simultaneamente, no início do século XX, em diversos países da Europa: Alemanha, França, Suíça e Holanda como tentativa de superar uma certa insatisfação com relação à Psicanálise, tanto com os seus resultados clínicos quanto com a sua formulação teórica e, também, para procurar preencher algumas lacunas sobre a compreensão humana deixadas por ela.
Entretanto, a Psicoterapia Existencial não deve ser considerada como uma das correntes derivadas da Psicanálise, tais como as de Adler, Jung e muitos outros, pois dela muito se difere, com relação ao método e a técnica.
Os primeiros Psicoterapeutas Existenciais foram Erwin Strauss e V. E. Von Gebsatell na Alemanha; Eugene Minkowsky na França; Ludwig Binswanger, A. Storch, Medard Boss, G. Bally, Roland Kuhn e outros na Suíça; e J. H. van den Berg, F. J. Buytendijk e outros na Holanda.
A Psicoterapia Existencial centra-se no encontro entre o Psicólogo e o cliente, utilizando como método a Fenomenologia e, como técnica, o diálogo socrático.

Busca na auto-expressão autêntica o compromisso do indivíduo consigo mesmo, o sentimento de responsabilidade pela própria existência e a liberdade para o indivíduo fazer as suas próprias escolhas, descobrindo quem ele de fato é e construindo quem ele quer ser.
Os principais temas Existencialistas são angústia, solidão, crises existenciais, liberdade, escolha, risco, compromisso, encontro, responsabilidade, autenticidade, diferenças individuais e projetos de vida.

(Jadir Lessa)

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